As métricas para times ágeis adequadas refletem o progresso de uma equipe em se tornar ágil. Ajudam também, na evolução da Organização.

Em posts passados já falamos de quadro e método Kanban que faz extrema sinergia com o tema de hoje, ou seja, pode-se aplicar a teoria de métricas em vários locais do Kanban no geral.

Outro fato importante é que a utilização de melhoria contínua ou simplesmente Kaizen reflete diretamente em métricas, caso essas forem escolhidas adequadamente. O que refletirá diretamente na maturidade do time.

Kanban, Kaizen e Maturidade em meios ágeis, já foram temas abordados, conforme links acima, e são base para esse assunto tão em moda de sair “medindo as coisas por aí”, que trataremos hoje. Boa leitura!

Por que utilizar métricas para times ágeis?

No decorrer da história houve várias evoluções. O sistema de ensino mudou, dos livros, artigos impressos, anais, bibliotecas e etc.

Para as telas de computadores, tablets, e smartphones, a forma de tomar decisões, analisar essa grande quantidade de dados, contar histórias baseados em fatos e dados, fez também gerar uma grande importância no sistema de métricas.

Com isso, um grande aliado do mundo das métricas é o pensamento analítico. Ou seja: a capacidade de identificar e definir problemas, extrair informações dos dados e desenvolver soluções viáveis, também conta com ideias de verificação da causa do problema a desenvolver.

Um bom contexto para exemplificar o pensamento analítico é a velha forma de pessoas “da roça” de prever o clima. Simplesmente olhando as nuvens e o sol, pode-se identificar se irá chover ou não, podendo verificar a hipótese posteriormente e se preparar para a chuva ou falta dela.

O pensamento analítico se une às métricas para times ágeis, desde que em conjunto a essa habilidade seja possível uma forma de gerar dados matemáticos concretos.

Um breve contexto histórico

Para entender o contexto, vamos contar um pouco de história e suas revoluções industriais. A Primeira aconteceu inicialmente na Europa e nos EUA, durante o período de 1760 até por volta de 1830 e contou com a transição de processos nas fábricas. 

A segunda, conhecida como Revolução Tecnológica, é a fase de padronização e industrialização das fábricas, no fim do século XIX e início do XX. 

A terceira é facilmente resumida a uma frase projetada para o futuro. “A digitalização da manufatura vai transformar a forma como as mercadorias serão feitas”, aconteceu no período entre e após as guerras mundiais. 

Por fim, e não menos importante, a quarta que estamos nesse exato momento: A revolução digital baseada em um grande volume de dados e algoritmos inteligentes.

Isso não quer dizer que todos esses acontecimentos deixaram as métricas mais difíceis, pelo contrário, com estatísticas simples e boa conceituação é bem Take.Simple utilizar essas métricas de forma Take.Excellence

O que é importante medir?

Quando falamos de times de alta performance, vemos a necessidade de olhar para dados que nos informem se estamos atingindo o objetivo ou não. E o que devemos medir para saber se temos um time de alta performance?

Rodrigo Toledo, da k21, escreveu um excelente artigo sobre até onde vai a agilidade, que apresenta 4 domínios: Negócio (eficácia), organizacional (eficiência), técnico (qualidade) e cultural. Iremos falar um pouco sobre cada um desses domínios, e como medir.

Métricas para times ágeis

Eficiência e Eficácia

Trazendo do dicionário da língua portuguesa você pode encontrar algumas definições como por exemplo:

  • Eficaz: que produz o efeito esperado; que dá resultado; que não falha; que consegue persuadir e etc.
  • Eficiente: que desenvolve alguma coisa, trabalho ou tarefa; que alcança bons resultados com o mínimo de desperdício.

O que gera um pouco de confusão, até porque na etimologia da palavra, elas possuem o mesmo radical (Efic) e portanto terão definições similares. Para desfazer algum tipo de confusão, um bom exercício é analisar divergência entre os conceitos

Para simplificar a eficiência diz respeito a uma atividade ser bem executada enquanto eficácia é simplesmente fazer o que precisa ser feito. 

Vamos para a prática. No cotidiano, o bom e velho caso da pizza pode nos ajudar. O time é eficiente se for capaz de entregar 50 pizzas por dia. Porém, para ser eficaz, é preciso saber se as pizzas realmente agradam os paladares exigentes. 

Em engenharia de software, sendo um pouco mais abstrato e utilizando a teoria de métricas, um bom exemplo seria utilizar o Lead Time (intervalo de tempo entre o início e  completude de um estágio ou processo) e Throughput (quantidade de itens ou material que passam, em um determinado período, ao longo de um processo) como métrica de eficiência.

Já para a eficácia utilizar algum Key Performance Indicator  (KPI), conectados aos Objective and Key Results (OKR) da organização.

Podemos citar, como outros exemplos mais práticos de métricas para times ágeis, o Fit For Purpose Score (F4P), Métricas Pirata (aquisição, ativação, retenção, receita e referência), Net Promoter Score (NPS) e etc.

Cultural

Ter equipes que somente entregam valor de forma otimizada é excelente, mas não é tudo. É importante saber se as pessoas estão satisfeitas de fazer parte do time, se existe motivação, comunicação, confiança entre as pessoas.

Medir esse tipo de satisfação, dá a possibilidade de melhorar a cultura da equipe, e existem exemplos de equipes que mudaram radicalmente, com ações que foram relacionadas para melhoria contínua de acordo com métricas de cultura.

Para medir a satisfação das pessoas em fazer parte da equipe, pode utilizar da métrica de NPS (Net Promoter Score).

Também pode utilizar o barômetro do time para medir aspectos específicos, e com isso elaborar um plano de ação para melhoria contínua do time. Fora isso, existem métricas como o squad health check model, happiness radar, turnover, entre outras que podem auxiliar a medir a cultura da equipe.

Técnica

Métricas de qualidade são tão importantes quanto métricas de eficiência e eficácia para um time, e consequentemente para o produto.

É através delas que medimos tecnicamente o produto desenvolvido pela equipe, e com isso conseguimos ver se estamos construindo a coisa certa da melhor forma possível.

Aqui em Take Blip medimos a quantidade de bugs encontrados ao testar uma entrega, a quantidade de incidentes, testes automatizados, qualidade de código, e outras métricas que avaliam tecnicamente o produto.

É muito importante que o cliente receba o produto certo construído de maneira excelente.

Conclusão

Tão importante quanto saber a quantidade de métricas nos domínios da agilidade é saber quais métricas para times ágeis utilizar. É necessário avaliar a equipe, e com isso entender que tipo de métrica é importante.

Métricas moldam comportamentos, então tenha muito cuidado ao apresentar isso para a equipe, e não faça da métrica uma meta. Utilize os dados para provocar tensões e ações, pois o processo de inspecionar e adaptar tem que ser contínuo.

Depois de aprender que as métricas para times ágeis são importantes, que tal colocar em prática em suas equipes? Continue no nosso blog e veja como transmitimos os valores de Take Blip para clientes!

Esse texto foi escrito por Gabriel Campos e Pedro Garcia, Agilistas em Take Blip.

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